Adolescente de 14 anos perde virgindade e comedo da família diz ter sido estuprada

Matéria publicada em: 11/03/2014 às 13:23

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), informou na manhã desta terça-feira (11/03) que o caso que envolveu uma adolescente de 14 anos, que supostamente teria sido estuprada na saída da escola foi um farsa. De acordo com a delegada Marcela Sampaio, a polícia descobriu o verdadeiro local onde a garota estava ao meio-dia, o que contradiz sua versão durante o depoimento. O matagal para qual ela afirma ter sido levada estava intacto e o barro que a jovem tinha espalhado pelo corpo não condizia com a areia do local indicado por ela. O exame realizado no corpo da jovem não detectou sinais de estupro.

Segundo a delegada, as informações que chegaram à ela no dia da suposta ação, já eram desconfiadas, e ela não acreditou totalmente nas denúncias da jovem. A partir daí iniciou-se uma confrontação de ideias e fatos, o que culminou na dedução do que realmente ocorreu.

timthumb.jpg

“Notei que não batia as informações quando ela me levou ao local do crime, porque ao lado do matagal havia uma casa abandonada, que facilmente poderia ser usada para a prática a finalidade a qual ela teria sido levada; outra coisa estranha foi o barro que tinha na roupa dela, era aquele barro vermelho, e no local a areia era preta, aí já dava de ter uma noção de como as coisas não estavam de acordo”, disse a delegada.

Durante as investigações, a delegada afirmou ainda que contactou com uma colega de escola da adolescente, que veio a relatar como se deu a saída da escola no dia da suposta ação. “Ela me contou que elas saíram juntas ao meio-dia, foram pra casa dessa amiga dela, almoçaram pra lá, e aí ela fez o que fez. Nesse momento nós já estávamos confirmando minhas teses e desvendando o caso”, ressaltou Marcela Sampaio.

Tudo não passou de uma farsa. A adolescente de apenas 14 anos de idade havia perdido sua virgindade com um colega, mas estava com medo de retaliações por parte da mãe e da família em geral, o que a fez criar toda essa história, para tentar ludibriar a família. Um exame de corpo de delito foi feito na Maternidade Dona Evangelina Rosa e constatou-se que não houve estupro algum.

A versão da garota era de que ela teria sido pega por três homens, por volta das 12h20, e levada para o povoado Todos os Santos. Lá, segundo o ela, os três a agrediram com pancadas na cabeça e depois a jogaram no chão. Ela chegou a relatar que os homens queriam que ela ingerisse um líquido estranho, mas, ela relutou e não tomou. Duas horas após a jovem teria sido liberta pelos homens no mesmo bairro.

A jovem a partir de agora responderá na Justiça pelo ato infracional intitulado de Denunciação Caluniosa, e poderá ter uma pena que varia de 2 à 8 anos de reclusão.

Com informações: Manoel José

Editado Por: Coronel Pinheiro

Comentar no Facebook

Deixe seu comentário

José de Freitas Agora | Copyright © 2010-2012 | Todos os direitos reservados
  • Política de privacidade
  • Contato
  • by Paulo Kampus