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Matéria publicada em: 10/03/2014 às 07:38

Começa nesta segunda a campanha de vacinação contra HPV em JF

A partir desta segunda-feira (10), meninas de 11 a 13 anos poderão receber gratuitamente a vacina contra o HPV (papiloma vírus humano) nas escolas e nos postos de saúde de todo o País. Apesar de parecer uma ação positiva do governo, a iniciativa gerou polêmica entre os especialistas.Em José de Freitas a abertura da campanha será as 14:30h do dia (10),na escola  Agripina Portela,estima-se vacinar mais de 600 adolescente nessa faixa etária.

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Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que para implantar a vacina no País, a pasta “seguiu as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), a experiência de outros países, o apoio do CTAI (Comitê Técnico de Assessor em Imunizações), a garantia da sustentabilidade da vacina e um estudo realizado pela professora Hillegonda Maria Dutilh Novaes, do Departamento de Medicina Preventiva da USP (Universidade de São Paulo)”.  Além disso, a vacina é utilizada como estratégia de saúde pública em 51 países, como Canadá, México, Colômbia e Suíça.
Segundo Knupp, a vacina reduz a incidência de algumas lesões no colo do útero, mas “não elimina totalmente a chance de a menina desenvolver a doença no futuro”. Ela afirma que a vacina quadrivalente que será oferecida pelo SUS previne apenas quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18) contra mais de 150 que existem. Além disso, alguns estudos mostram que a mulher fica imunizada por sete a oito anos, depois deste período ela estaria desprotegida novamente.
Além do câncer de colo de útero, Márcia, que também é professora da Faculdade de Medicina do ABC, avisa que a vacina previne o tumor na vagina, vulva, ânus, orofaringe e, no caso de meninos, pênis. “Cerca de 80% das mulheres tiveram, têm ou terão HPV alguma vez na vida, por isso é importante estimular os pais a autorizarem a vacinação de suas filhas na escola. Esta iniciativa do governo é uma vitória da população”.
 A vacina contra HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. Mesmo protegida, a ginecologista da Sogesp alerta a importância da camisinha e dos exames de rotina. “A camisinha deve ser usada em toda relação sexual e colocada no momento da ereção, já que o HPV pode ser transmitido durante as preliminares sem proteção. Já o papanicolau [exame ginecológico] deve ser feito quando a mulher iniciar sua vida sexual. A partir dos 30 anos, também é recomendado fazer o exame de HPV”.
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