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Do iPod ao iPhone, passando pelo iPad

Matéria publicada em: 10/01/2012 às 13:40

Em 2005, após o sucesso estrondoso do iPod – que naquele ano vendeu 20 milhões de unidades, o quádruplo do ano anterior, respondendo por 45% das vendas do ano – Steve Jobs, segundo conta Walter Iaacson na biografia do cofundador da Apple citando o membro do conselho Art Levinson, estava obcecado com o que poderia afetar o bom momento da Apple. “O aparelho que pode nos detonar é o celular”, concluiu Jobs. Na época, o então CEO da empresa de Cupertino já observava que o mercado de câmeras fotográficas estava sendo dizimado pelas câmeras embutidas em celulares e que o mesmo poderia acontecer com o iPod.

Assim, ele partiu para uma estratégia nada típica de fazer uma parceria com outra empresa, nesse caso, a Motorola. Dessa troca, nasceu a evolução do RAZR, o ROKR, que era montado pela Motorola, Apple e pela operadora sem fio Cingular. Feio,difícil de carregar, com um limite de 100 músicas, o celular foi um fracasso, o que irritou Jobs, que por fim decidiu que a própria Apple deveria fazer um aparelho. Apontando defeitos dos celulares já existentes, Jobs e sua equipe ficaram empolgados com a perspectiva de fazer um celular que gostassem de usar. “É a melhor motivação de todas”, disse ele mais tarde. Isso sem falar em um mercado em potencial que estava em expansão.

Na Apple, o projeto começou nas mãos da do grupo que estava construindo a estação sem fio AirPort, mas depois Jobs se deu conta de que se tratava de um produto para o consumidor final e o designou para Tony Fadell, responsável pelo iPod, e sua equipe. O primeiro movimento foi criar uma versão do iPod, mas logo a roda se mostrou problemática para discar números. Foi aí que os destinos do projeto do iPad e do iPhone se cruzaram. Na mesma época, Jobs estava sendo importunado por um amigo e engenheiro da Microsoft que lhe falava sobre um PC tablet que iria revolucionar o mercado. Depois de tanto escutá-lo, Jobs resolveu desafiar a sua equipe a fazer um tablet, mas que ao contrário do da Microsoft, não usasse uma caneta stylus, apenas os dedos do usuário. Quando o designer Jony Ive apareceu com o protótipo do iPad na sala de Jobs e uma tela multitoque, o então CEO soube que aquilo poderia salvar seu projeto de celular da Apple.

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