Trabalho infantil traz sequelas para a vida toda, diz procurador

Matéria publicada em: 29/10/2013 às 14:37


Durante audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (29), na Câmara Municipal de Teresina, vereadores, membros da sociedade civil e de órgãos públicos como a Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e Assistência Social (Semtcas) e o Ministério Público do Trabalho, discutiram o trabalho infantil na capital.

Durante o debate foram apresentados os problemas e sugeridas as soluções   para diminuir e/ou erradicar os problemas na capital.

A audiência foi proposta pelo vereador Carlos Filho. O debate foi sugerido pelo Fórum de Erradicação e Combate ao Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente no Piauí (FETI/PI).

Para o secretário executivo do FETI/PI, Rubens do Nascimento, essa é mais uma chance de se expandir as discussões de um tema sério, que ainda traz diversos problemas para a formação de crianças e jovens.

“Infelizmente a capital do nosso estado ainda está entre os primeiros lugares no ranking do trabalho infantil no estado. Nossas crianças ainda estão deixando de estudar para trabalhar. E isso não pode permanecer como está, por isso precisamos intensificar as discussões” disse Rubens.

Para o procurador do trabalho, Edmund Moura, o trabalho infantil traz sequelas para a vida toda.

“Não estamos falando só de crianças que estão deixando de brincar e estudar hoje, e vão sofrer as consequências disso por um ou dois anos. O trabalho infantil traz sequelas durante toda a vida. 50% das crianças que trabalham hoje não recebem um centavo sequer pelo serviço, que na maioria das vezes é pesado e com uma carga horária desumana. E os que recebem, o dinheiro não correspondem a 10% da renda familiar. Imagina o que essa criança não vai levar para o resto da vida” disse o procurador.

Moura afirmou ainda que deve haver uma conscientização e união dos órgãos públicos para solucionar o problema. Um dos primeiros passos apontado por ele, é colocar em prática as leis estabelecidas pelo estatuto da criança e do adolescente.

“Temos um estatuto bom, mas que deve ser concretizado. Devemos lutar por isso. E essa é uma luta não só minha, mas das autoridades e da sociedade. Sem esquecer da busca pela inserção das crianças em programas sociais; do intenso acompanhamento na escola, estimulando o horário integral para que os jovens não reincidam ao trabalho; a conscientização dos pais destes jovens, através do trabalho das assistentes sociais” completou Edmund.

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